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Nivelando por cima!

“No prazo de duas semanas, a Amazon decidirá afinal, quando inicia sua operação de e-commerce a partir do Brasil.” Ao ler isso num artigo do site Veja.com, fiquei contente. Já que, concorrência sempre é bom…..especialmente num mercado bagunçado como o brasileiro e melhor ainda quando se fala de Amazon!

A matéria diz que a Amazon pode mudar a cara do e-commerce. É obrigação de jornalista ser pragmático a esse ponto e supor uma possível mudança no setor. Que bom que sou blogueiro! Posso me arriscar e afirmar que para mim, a mudança é mais que certa. Devemos ser realistas. Hoje temos como líder do setor uma empresa chamada Americanas! A minha mãe e as minhas avós amam as Lojas Americanas! Lá tem de tudo um pouco e sempre por um preço popular. As filas são um inconveniente à parte , mas nada que as tirem do sério. 

Agora, se você perguntar a um colega meu o que ele acha da Americanas…….Hum , você pode até se arrepender disso. Não é difícil encontrar alguém desiludido e até certo ponto revoltado com a loja online. Procure entre os seus familiares que compram pela internet e tenho a certeza que encontrará alguma história de sufoco , um verdadeiro calvário para receber apenas por aquilo que comprou.  Não por acaso a Fundação Procon esse ano determinou no dia 15 do mês passado, a retirado do ar dos sites da  companhia B2W (Americanas.com, Submarino e Shoptime). De acordo com o órgão, o número de reclamações contra as empresas do grupo tiveram um aumento de 180% entre 2010 e o ano passado! A maioria por falta de entrega dos produtos!

Por maior que sejam os gargalos de infraestrutura brasileiros e por piores que sejam as trasnportadoras do Brasil. Afirmo que a Amazon tratará com seriedade o mercado. Tá na cultura da organização. Jeff Bezos sabe do poder da maior arma do consumidor desde   os Fenícios: a propaganda boca a boca. 

A logica é simples. Me engane e te odiarei com todas as forças. Pior ainda, irei disseminar a minha raiva para todos em meu circulo de convivência. O mesmo também se dá ao contrário. Philip Kotler em seu livro “Administração de Marketing” cita os consumidores “discípulos” , que espalham a “Boa nova” após uma experiencia que superou suas expectativas. E a Amazon é expert  em superar as expectativas. Não importa quanto custará um centro de distribuição totalmente automatizado , se o mercado valer a pena , será feito. No fim de tudo, o que importa é que o mercado seja nivelado por cima.

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O que a Kodak poderia ter aprendido com Charles Darwin ?

O naturalista britanico Charles Darwin em seu mais conhecido livro “A origem das espécies” -1859, dedica todo um capitulo ao que ele chamava de “A seleção natural ou a seleção do mais capaz”. É simplesmente um presente para cientistas do mundo inteiro. Entretanto, a obra de Darwin, para mim, não é apenas de serventia para os estudiosos das ciências biológicas. É também uma rica obra para estudiosos das ciências sociais e econômicas.

Ao saber do pedido de falência da Kodak em 20 de Janeiro deste ano, fiquei com isso martelando em minha cabeça. Como a teoria de Darwin poderia cair tão bem ? Como no mundo ‘social’ as interações se formam de modo semelhante as interações da natureza? É incrível tamanha semelhança.

Todos os analistas são unanimes em afirmar que a falência da Kodak foi consequencia do seu nariz impinado para a inovação e as novas necessidades do mercado. O mundo gira e todos querem um produto que realmente atenda as suas necessidades. Mas, ao contrario do que a escola do Marketing esnina, a companhia teimou em se manter num sistema falho e antigo, apenas para não ver seus lucros cairem.

A seleção natural imposta a Kodak já foi respondida pelos pesquisadores  T. Burns e G.M. Stalker. Em 1950, Burns e Stalker analisaram diversas empresas e constataram uma grande influencia do ambiente externo na gestão das mesmas. A partir desse ponto de vista dividiram as empresas em dois grupos de organizações: organizações mecanicistas e organizações orgânicas. Assim como Darwin, os estudiosos descobriram que organizações mecanicistas, onde a inovação não é bem vista , só sobrevivem em ambientes estáveis e de pouca inovação. Podemos dizer que o ambiente de 1880- ano de fundação da Kodak, era muito propicio para organizações mecanicistas. O desafio se iniciou na aproximação do ano 2000, quando a Kodak teimou em se manter num sistema onde não mais era compatível com a ambiente instável e totalmente revolucionário que é o das fotos digitais. 

Desde 1888, George Eastman com sua Kodak, cresceu ao propor para o mundo uma tecnologia onde a unica coisa que você tinha que fazer era tirar fotos e a Kodak imprimia e mandava em sua casa pelos correios. Era incrível. O slogan era: “Você aperta o botão e nós fazemos o resto”  Era um negocio onde a margem de lucro operacional na unidades de filmes representava 15% no final da década de 90.

Em 1975, a Kodak cria a sua primeira máquina digital. Não é surpresa para ninguém que a “primeira” estivesse  na vanguarda da criação de produtos inovadores . A surpresa veio em manter o produto trancado na inocente esperança de manter o mercado em suas mãos. O perigo de empresas como a velha Kodak é entrar na zona de conforto e subestimar o mercado e os concorrentes.

Queda no preço das ações a partir dos anos 2000. Fonte: The Economist 

A necessidade de imagens de alta qualidade disponíveis para o grande publico junto com a necessidade da trocas de fotos na rede, fizeram com que a  Sony, Fujifilm , Canon e outras buscassem a tecnologia digital. Só em 1996 foi lançada a primeira máquina digital Kodak.

É ai que podemos ver o ponto de transição. Charles Darwin afirma em sua teoria, que seres semelhantes em diferentes ambientes geográficos, tendem a evoluir em diferentes direções. Kodak e Fujifilm eram bastante semelhantes, uma dominava o mercado americano e outra dominava o mercado japonês. Só que, Fujifilm acostumada ao ambiente de mudança japonês, levou a serio o cenário e em 1980 deu inicio a difícil tarefa rejeitada pela Kodak: Preparar uma transição para o mercado digital e novas linhas de negócios.

Não sei o que acontece com os americanos! O ambiente é sempre propicio em criar empresas grandes e pesadas, que não progridem com o passar do tempo. Exemplos não faltam: GM, Ford, Anheuser-Busch, American Airlines……………. Há sempre um limite e há quem diga que o Google já chegou no seu limite.

Comparações à parte, o ambiente é sempre muito cruel, não existe a possibilidade de manter no mercado empresas ineficientes e que se recusam inovar. De fato, Darwin foi – porque não dizer-  um grande especialista na Teoria Contigêncial.

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Super Bowl em: Os gringos entendem do assunto!

Como dizia o não tão bom apresentador Marcos Mion na MTV: “Os gringos são foda em entretenimento” . Sejamos realistas. Até o momento, poucos mercados publicitários no mundo são tão maduros quanto o mercado americano. Lá, tudo pode ser maior.   Tudo tem que ser inesquecível. Se não foi , fica nas agencias um sentimento de que pelo menos tentaram. Nunca pensei que um dia as pessoas iriam buscar por vontade própria ver um comercial.  Hoje as campanhas do suberbowl bombam no Youtube e no Hulu.  Todas as empresas buscam garantir sua quota na tv .

Mesmo sendo os segundos mais caros da televisão americana, estar no intervalo do superbowl é poder fazer parte de um momento raríssimo na sociedade americana. E o sonho de qualquer grande marca. Na noite da final, milhares se juntam em suas casas . A familia e amigos esperam anciosos o jogo .

E se alguém não gosta de futebol americano, nao importa. Assite do mesmo jeito. Muitos deixam o jogo de lado e preferem os comerciais. Wayne Rooney , centroavante inglês, assumiu no Twitter: “Tentando assistir ao Super Bowl. Como chamam isso de futebol? É como assistir tinta secar. Aguardando as propagandas e a música”.  Como o jogador Rooney, ninguém quer ficar entre aqueles que não sabem o que  Matthew Broderick ( de curtindo a vida adoidado) fez no comercial do novo Honda CR-V.  Por sinal, foi o comercial preferido do publico americano.Veja abaixo:

Todo mundo sabe que o fator emoção pesa na escolha de uma marca e as campanhas do SuperBowl se aproveitam disso. No inicios os jogos tinham apenas como tradição, que cantores famosos cantassem o hino americano no inicio da partida. Só que perceberam que a ideia era um fator de agregação na audiencia do evento. Afinal, ver Michael Jackson cantando o hino não é tão ruim assim né? Depois vieram os pequenos shows em meio aos intervalos das partidas, que no futebol americano são 4 e ajudam e muito a embutir em meio ao jogo tantos espetáculos e comerciais.

No final todos saem ganhando! A liga NFL e os times ganham visibilidade, as marcas e as agencias aparecem, repercutem e os meios de mídia como a televisão e a internet também lucram. Sem mencionar que para qualquer cantor é um momento único de aparecer . Madonna que o diga!

Enfim, mesmo não sendo fã de futebol americano, acho que os caras têm muito o que ensinar à  todos nós. Especialmente aos publicitários e organizadores do futebol brasileiro.

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