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Facebook e sua morte já marcada!

É incrível a similaridade e a quantidade de informações pessimistas a respeito da maior rede social do mundo. São previsões como “desaparecerá em 8 anos….” ou  “terá o mesmo fim que o myspace.com” !

Sei que foi exagerada a avaliação do Facebook no seu IPO, foi uma prova de que o mercado ainda guarda uma certa esperança para a companhia. É meio sem lógica! Como uma empresa como o Facebook pode valer 100 bilhões de dólares? Não há sentindo. Se a empresa no seu ultimo exercício conseguiu um lucro de “apenas” 1 bilhão. Pelo pouco que sei, deve-se adotar uma regra simples e genérica no mercado, onde a empresa é avaliada pela projeção dos próximos dez anos de lucro. Logo o Facebook deveria valer algo em torno de 10 a 11 bilhões e não 100!

Tudo  isso se deve pelo fato dos investidores acreditarem que o futuro é do Facebook, que a empresa guiará nos próximos anos as revoluções no mundo virtual. Aquela velha história da rede dentro da rede. Não ouso dizer que Zuckerberg não poderá fazer tal revolução, já que o cara é dominador e meio megalomaniaco como Jobs. Sua ambição ainda não foi possivel de ser calculada e muita coisa ainda esta por vir….

Só que a companhia já inchou e aglutinou, e após um comentário de Jeffrey Cole, nada mais nada menos do que o cara que previu a queda do myspace, as previsões já começaram. Cole afirma que com o Facebook a queda será mais lenta e o final será uma rede fragmentada!

O analista Eric Jackson, fundador da Ironfire Capital, foi mais especifico ao falar para a rede americana CNBC :“Dentro de cinco a oito anos ele vai desaparecer do mesmo jeito que o Yahoo” O analista afirmou ainda que o Facebook assim como as ultimas grandes empresas não será capaz de acompanhar a internet móvel.

Se daqui a 10 anos o Facebook estiver valendo apenas 10% do que vale hoje, será apenas o seu valor justo!

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Unimed Maceió: entre vidas e custos!

Meu plano não é Unimed e quero dizer, antes de começar o post, que não se trata de nenhuma queixa pessoal. Mesmo podendo usar este espaço para tal , acho que o que vale é a lição que podemos tirar do brutal sistema capitalista e suas aberrações.

Esta semana vi que o Ministério Público Federal em Alagoas ingressou com uma ação civil pública contra a cooperativa Unimed Maceió. Pasmem. Isso foi necessário, pois, a cooperativa estava determinando quotas anuais de exame especiais e até procedimentos imprescindíveis como a radioterapia são negados sem uma justificativa plausível. Indo de encontro as recomendações dos próprios médicos conveniados.

Conheço dezenas de amigos que reclamam da prestação de serviços da Unimed. A péssima fama que o convênio criou é de espantar. Pagar altas mensalidades e esperar por horas é fonte de revolta . Que a cooperativa em Alagoas nunca passou por bons momentos financeiros é do conhecimento de todos. E de 2010 para a cá, com o movimento da Unimed Nacional de garantir alta rentabilidade e maior profissionalização, percebe-se que a os valores “operacionais” e empresariais estão se sobrepondo aos direitos dos consumidores.

“Toda essa restrição baseia-se tão somente em critérios operacionais, que são provavelmente guiados por um senso egoístico e distorcido de economicidade, onde a saúde, que deveria galgar patamar de destaque, cede espaço pela busca do lucro exacerbado.”  Niedja Kaspary – Procuradora da República /MPF- AL

Não quero julgar a Unimed, pois apenas imagino a complexidade de manter um sistema tão grande e complexo como este. Sei que a Unimed tem seus deveres para com os médicos , fornecedores, enfermeiros. Entretanto, será que  negar uma sessão de radioterapia é necessária para manter uma rentabilidade aceitável? Será que os custos estão acima da vida?

A racionalização deve ser o norte de qualquer instituição séria. Antes de números a organização deve ter noção da responsabilidade que lhe foi atribuída. Para mim, colocar as vidas das pessoas em primeiro lugar é uma opção mais que racional, especialmente para a Unimed!

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Mais vale um pássaro na mão do que dois voando!

Vira e mexe me deparo pensando em como o foco é importante na vida de qualquer organização. São as decisões tomadas hoje que delimitam os espaços para a empresa no amanhã. A mais de um ano venho acompanhando os resultados pífios – para dizer o mínimo- da B2W, o maior conglomerado do e-commerce brasileiro. E lhe digo uma coisa: A coisa tá PRETA. No ultimo relatório  trimestral de 2011 a companhia amargou um prejuízo de R$: 60,4 milhões .

Como muitos me perguntei: Como uma companhia com receita de R$:3 bi consegue ter prejuizo? Vasculhei o relatório e descobri que de 2010 a 2011 a B2W ,na ânsia de não perder o market share,  diminui sua margem bruta de 27,6% para 25,7%   .  Isso só deu uma leve alta nas receitas, mas, a operação continuou com a mesma taxa de despesas gerais de 2010, em aproximadamente 15%. Ora essa. Não precisa ser um bom matemático para saber que se você diminui sua margem em 1,9% ( lembrando que no varejo isso representa quase que a margem líquida) e mantem o mesmo patamar de despesas………..Hummmmmmm Acho que  deu pra entender!

Acontece que achei necessário contextualizar a situação da B2W para entra no assunto deste post. A matéria de capa da revista Época Negócios deste mês é sobre a Netshoes  e o seu crescimento espantoso. De fato, se tudo ocorrer como o previsto, a empresa fechará 2012 com uma receita de 1 bilhão de reais.  Nos ultimos 3 anos a empresa multipplicou por seis a sua receita e agora chega perto dos MAMUTES como a B2W. Fora o fato de que em 2011, graças a campanhas na TV,  a Netshoes se tornou  a loja online mais acessada do Brasil!

Não sei a sua opinião, mas creio que tudo isso mostra que o cenário já mudou e agora é a vez das .com especializadas. Não é a toa que a Amazon comprou em 2009 por US$: 1,2 BI a loja Zappos. Estamos no momento de consolidação das lojas totalmente voltadas para um mercado específico. Se quero um tênis vou para a Netshoes.com…………Se quero um perfume vou para a Sacks.com……………Se quero roupas de bebês, vou para a Babystore.com e assim como aconteceu no mercado americano, está acontecendo no nosso.

Essas empresas têm enormes vantagens se comparadas a B2W. Vantagens que não vou mencionar, pois dariam um outro post, de tão grandes e complexas que são. Termino apenas com o sábio provérbio que intitula este post: “Mais vale um pássaro na mão do que dois voando”.

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Será mesmo que PREÇO é tudo?

Quero de início avisar a todos, que andam por esse blog, que adoro perguntas. Portanto, acostumem-se com os títulos dos posts.   Aprendi com Peter Drucker que perguntas simples respondem, em muitos casos, a salvação de toda uma companhia. E a pergunta do post de hoje poderia salvar muitas das empresas de varejo no Brasil e no mundo. Afinal, preço é tudo?

Para o nosso Brasil, atualmente composto pela classe média, a resposta seria um objetivo SIM. Mas, a que custo o preço será reduzido? O que o consumidor terá de abdicar para ter acesso à produtos mais baratos? Será mesmo que o consumidor só é sensivel ao fator preço?

Acho que não. Tomarei como exemplo a estrategia global do Walmart,  maior varejista do mundo, de “Preço Baixo Todo Dia”. A ideia vem em auxilio para reacender nas subsidiarias espalhadas no mundo o jeito walmart de ser. Quem sabe um pouco da historia do fundador da rede,  Sam Walton (1918-1992) ou Tio Sam- apelido que já demostra que o cara não era fraco, sabe que a rede  se expandiu pelos Estados Unidos com uma fórmula aparentemente simples: Vender o mais barato possível e assim ganhar escala.

No livro escrito pelo próprio Walton, Made in America (1993) , do qual recomendo a leitura. Mostra que a obsessão de Walton em baixar os preços tinha uma lógica . Ele simplesmente descobriu que um produto comprado por $: 0,80 centis e sendo vendido por 1 dólar , vendia três vezes mais do que se fixasse a um preço de $: 1, 20! Ganharia mais em  lucro líquido e receita, do que se vendesse  pelo preço mais elevado. Tudo isso mantendo um giro de estoque excepcional. Veja um exemplo, dado pelo próprio Sam em seu livro, sobre como fazer uma promoção de calcinhas!

Acontece que a receita mágica não está funcionando tão bem quanto se esperava. Pelo menos é o que indica uma matéria da revista SM . Ao propor a mesma formula “Save money” dos EUA , para o Brasil, o Walmart subestimou o mercado e suas peculiaridades. Vamos as ditas:

1- Nos E.U.A e no México a rede é líder absoluto em vendas , por conta disso, consegue pressionar os fornecedores a baixarem os preços, repassando-os para o consumidor. No Brasil a rede esta em 3º lugar de acordo com a  pesquisa ABRAS/2011. Logo, por aqui,  a varejista não possui uma vantagem  de “poder de compra”, comparável a rede nos territórios americano e mexicano.

2- O consumidor brasileiro não está acostumado a esse formato. Para nós, as promoções pontuais são mais atraentes. Se queremos TUDO mais barato, vamos à um “atacarejo”!

3- O consumidor da classe média esta mais sensível a fatores que englobam toda a experiência de compra. Portanto, filas longas, ar condicionado quebrado, banheiros sujos, falta de produtos e funcionários estressados são determinantes para uma percepção ruim do ponto de venda.

O ponto 3, para mim,  é de grande importância. Como consumidor, percebi que o preço baixo na verdade esta custando caro. Muito caro. Para manter mais de 80% dos produtos abaixo da tabela, a Walmart Brasil esta enxugando a já baixíssima despesa operacional.

Procurei por toda a internet e não encontrei a taxa de despesas do Walmart, é assunto sigiloso no meio, tipo TOP SECRET. Ai você me pergunta: Mas não é uma companhia de capital aberto? Não tem que  ser transparente? Só que a transparência vem num bolo de receitas e despesas de todas as operações dos EUA e do mundo. Eles não tem nenhuma obrigação em divulgar os números da operação brasileira, e ficam até felizes por isso.  Contudo , analistas estimam que gire em torno de 17% ou 18% da receita bruta .

A questão é que, com uma despesa já apertada e não tendo poder de fogo com os fornecedores como no mercado americano. Como manter os preços mais baixos que o da concorrência?  É ai que está o “X” da questão. Sei que a gestão do walmart é cricri com despesas, só que o diretor de operações internacionais, Doug McMillon, já mandou um recado ano passado para que as operações – digo operações, pois são : Bompreço, Maxx, Big, Sam’s Club etc –  do Brasil, para que diminuam ainda mais as despesas operacionais. A coisa tá em niveis espartanos. E como consumidor posso responder que : O serviço deixa muito a desejar!

Mesmo sendo a melhor em preço nos EUA, lá a rede mantem as lojas em estado impecável de limpeza e organização. Claro que não há luxos , mas o consumidor não sentirá de forma tão impactante os problemas de se ter uma operação com despesas tão baixas. Sou uma pessoa que acredita na racionalização dos recursos de uma organização. Contudo, a organização nunca deve colocar os cortes em despesas acima dos clientes.

Se a estratégia funcionará no Brasil? Só Deus sabe! Acho que  num futuro próximo a rede derramará mais dinheiro aqui e a coisa tome outras proporções . Fora o fato de que não dá pra manter uma heterogeneidade de bandeiras numa operação tão grande quanto a brasileira. O meu recado para o presidente da Walmart Brasil, Marcos Samaha é um só: ” Quero preço baixo, mas com um serviço digno.”

“Clientes podem demitir todos de uma empresa, do alto executivo para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar.” Samuel Walton. Ele também disse isso. Lembram?

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