Facebook antes e depois do IPO!

Não se fala em outra coisa no mundo da tecnologia e no mercado financeiro. Não era para menos. Ontem, Zuckerberg entregou o pedido de abertura de capital a SEC (semelhante a CVM no Brasil) para aquela que promete ser a maior capitação de uma empresa do setor ponto com.
Mesmo em meio a crise, Mark sabe que para sustentar o crescimento e ampliar o poder de sua rede, deve aproveitar essa pequena calmaria no mercado e captar logo . Não há mais tempo a perde, tudo que podiam fazer de modo centralizado e fechado já foi feito. Zuckerberg, percebeu, que com uma empresa que terá 1 BILHÃO de usuários , a coisa tem que se profissionalizar!
Os desafios são enormes. Mesmo sendo novo, o Facebook desde 2004 é a obra prima de Mark. Ele ditou tudo. Ele cuidou de todos os detalhes. Mudou sem a opinião dos usuário. Viveu momentos críticos em que pessoas se sentiam invadidas . Ninguém podia brigar com o cara. Quando adicionou o recurso feed news muitos reclamaram. E daí? Pensava Zuckerberg. É como se o criador sabe o que realmente a rede- “CRIATURA”- precisa. Um grande bom exemplo disso é a famosa Timeline. Pesquisas recentes mostraram que a maioria dos usuários não gostaram do novo recurso. Mas, para os profissionais do Facebook, a rede tem de inovar sempre, para trazer a melhor experiência em compartilhamento. O lema lá é: “O usuário irá se acostumar! Quem hoje vive sem o feednews?”
Ai está o perigo. Zuckerberg deverá aprender a ser um CEO de uma companhia de capital aberto. Tudo muda. Wall Street cairá em cima do bilionário, toda vez que rumores de mudanças indesejadas se espalharem ou quando uma previsão de lucro não se cumprir. Tudo tende a piorar.

A cobrança por resultados de um lado é boa, pois, obrigará a rede a inovar para conseguir mais receitas. Especialmente na área de advertisement. Será uma oportunidade de dar uma “paulada” no modelo Google de propaganda. Mesmo sendo difícil , a implementação de inovações nessa área é mais fácil para o Facebook, já que a rede conta com programadores que utilizam sua plataforma aberta para criar aplicativos etc. É o que Zuckerberg em sua carta aos investidores se refere como “The Hacker Way” – “Hacker culture is also extremely open and meritocratic. Hackers believe that the best idea and implementation should always win ……”

Outro perigo na busca por inovação tem a ver justamente com a sede da empresa em crescer. Empresas de tecnologia buscam a oferta publica para duas coisas: Construir por conta própria ou comprar outras empresas. Na sede, a futura companhia pode querer aglutinar empresas que tragam mais malefícios que benefícios.
O grande professor e consultor Jim Collins relata em seu livro “empresas feitas para vencer” que menos de um terço das fusões dão certo. O choque de cultura e a falta de interação entre comprador e comprado é mortífera .
Mark sempre soube disso tudo. Sua teimosia em manter o negócio “fechado” relata um certo receio em perder o controle do que é para ele o seu maior sonho. Sonho este que ainda não terminou . Para se tornar a “Rede dentro da rede” foi necessário se vender aos sanguessugas de Wall Street . Entretanto, ele ainda tá no controle, 28% ainda é dele e isso garante o futuro do Facebook. Afinal o criador precisa dar os toques finais!

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Um pensamento sobre “Facebook antes e depois do IPO!

  1. Ulisses,

    Hoje li muitas críticas a abertura, principalmente, devido a questão das vendas dos perfis. Todavia, o que prevaleceu foi a necessidade de fortalecimento da empresa.

    Parabéns!

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