Arquivo mensal: janeiro 2012

OI !

Do inicio de querer postar algo, até a criação do blog de fato é coisa de 5 minutos. Qualquer um pode fazer! Queria um blog com o meu “theme”, do meu jeito, com a minha logo e um dominio próprio, mas tenho que ser pragmático e não gastarei jamais um tostão furado em algo que nem sei se vai dar fé….

Falo assim, porque o “free Wordpress” é uma m|@#&. Tudo foi feito de modo a levar o blogueiro a pagar mais. Não tenho a liberdade nem de mexer nos códigos. Fazer o quê? O capitalismo nos levou a isso. Nada hoje é de graça ou melhor, quase nada. Já que, enquanto, a SOPA estiver arquivada no senado americano, tudo bem rsrsrs

Sem querer mudar de assunto. Espero no blog um momento de analise e discussão com pessoas realmente interessadas nos assuntos que tanto aflige os graduandos em Administração. Digo assuntos, pois, sabemos que nas ciências sociais tudo é muito relativo.  Tudo pode ser motivo de post.

Espero que o espaço sirva não só para mim. Espero também não encontrar pessoas mal-educadas. Se vai ser mal-educado, poupe meu tempo e nem comente nada. Ninguém é obrigado a ler nada. Oxalá que daqui alguns messes eu tome gosto pela coisa e crie coragem de dar um upgrade no blog.

The Economist prova que ninguém sabe de nada!

                       O mundo vive um momento de grandes incertezas. Nunca antes na historia da economia moderna – parafraseando Lula – o capitalismo se viu obrigado a ceder tanto espaço para o estado. De fato, foi o liberalismo e a ” mão invisível” de Adam Smith que deu um belo de um empurrão nas crises de 1847, 1929 e 2008 . E os únicos sobreviventes da ultima  foram os Brics.  Sabe-se que esses países aguentaram a crise por terem uma economia, no mínimo, atrelada ao estado. O que não se sabe é até que ponto seria saudável para a economia  um estado forte.

A revista The Economist  de janeiro traz na capa a figura de Lênin,  politizando de modo impar, o modelo econômico adotado pelos grandes emergentes atualmente. (veja em “The rise of state capitalism“)

Analisando de forma um pouco distorcida o poder dos fundos soberanos de investimento e o perigo que o setor privado corre ao concorrer com fundos que administram mais recursos que o PIB de muitos países. Alerta sobre o perigo do estado em focar seus recursos em poucas empresas, para que estas ganhem mercado no mundo. Para a revista, estas empresas seriam grandes elefantes que sabem fazer o básico e não irão sobreviver num cenário onde a inovação é primordial. Além de ser uma injustiça para as dezenas de outras empresas de capital 100% privado. The Economist convida os governos a tirar as “muletas” dessas empresas de capital misto.

A fúria da revista é uma síntese do que pensa os grandes lideres do ocidente. Ninguém aguenta mais as intervenções chinesas em sua moeda. Contra isso, o Brasil iniciou um processo semelhante, que como o The Economist mesmo lembra é diferente em cada economia, especialmente  numa democracia como é o caso do Brasil. O que parece é que o estado se vê obrigado a injetar dinheiro em empresas que são promessas no cenário internacional. Se a China faz, o Brasil não vai ficar de braços cruzados esperando as multinacionais chinesas desembarcarem aqui.

Entretanto, as antigas economias não veem com bons olhos a ideia de  abrir mão do “liberalismo”. Entre os fatores para a rejeição do modelo adotado nos emergentes , está o fato de que nessas nações a economia há anos vive de certo modo respirando sozinha e outro fato e a falta de musculatura econômica destes países em barrar ou ao menos concorrer com as suas companhias  nacionais . Estados Unidos e Europa não dispõem do luxo de gastarem suas reservas soberanas em companhias nacionais .  A briga vai ser feia!

A revista tenta mostrar o quanto é perigoso esse modelo e teima em usar a expressão bolchevique “capitalismo de estado”.  Em outro artigo da revista intitulado “Fallin in love again with the state”  publicado em 2010, fica claro o medo dos ingleses nas declarações de Dilma em adotar uma politica de intervenção do estado no setor privado através do BNDES ou ressuscitando estatais como a Telebrás. No inicio, as declarações da revista parecem  exageradas, mas, a quantidade de intervenção na economia brasileira, por meio de planos como , isenção do IPI, ICMS e outros me dá um pouco de medo, já que somente as “sortudas” são beneficiadas. Fica difícil para os pensadores do velho capitalismo veem um mundo não mais liberal. Um mundo onde o estado – por motivos de segurança econômica e bem estar social, se vê obrigado a intervir diretamente em setores nunca antes entregues a responsabilidade do mesmo.

Nesse raciocínio de capitalismo de estado apontado pela revista o modelo chinês seria o grande exemplo a ser seguido pelos grandes emergentes. Só de pensar nisso já me dar calafrios. Colocar no mesmo saco o Brasil, acho que já é um pouco demais. O que se sabe é que o neoliberalismo já está ameaçado. O estado está mais forte . Será que pode existir o meio termo?

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